Esta entrevista apresenta Omar Cedar, CEO da Omega Point Research, discutindo como os dados, os modelos quantitativos e a inteligência artificial estão transformando a tomada de decisões de investimento. Cedar explica que no ambiente complexo de hoje – moldado pela geopolítica, pela inflação e pelas rápidas mudanças tecnológicas – os investidores estão sobrecarregados de informação e devem contar com ferramentas avançadas para identificar oportunidades e gerar alfa.
Omega Point usa décadas de dados históricos combinados com IA para analisar como diferentes condições de mercado – como choques petrolíferos – impactam portfólios em todos os setores e classes de ativos. Ao examinar características como a exposição do setor e o estilo de investimento, a plataforma ajuda os investidores a prever resultados potenciais ao longo de vários horizontes temporais. Por exemplo, com base na actual composição do mercado, índices como o S&P 500, o Nasdaq e o Russell 2000 poderão ainda gerar retornos positivos, apesar da incerteza geopolítica.
Cedar destaca a rápida adoção da IA nas instituições financeiras, observando que tarefas que antes exigiam grandes equipes agora podem ser realizadas por “agentes de IA” capazes de resumir dados, gerar insights e automatizar fluxos de trabalho. Esta mudança está a redefinir os papéis nas finanças, tornando as competências em IA cada vez mais essenciais.
Ele também enfatiza a importância de compreender as correlações entre classes de ativos, uma vez que estas relações mudam ao longo do tempo e são críticas para a gestão de risco e a diversificação da carteira. Por fim, ele conecta o investimento moderno baseado em IA à modelagem de fatores tradicional, explicando que “fatores” são essencialmente temas de mercado de longo prazo – como impulso ou tendências emergentes como IA – que impulsionam retornos e orientam estratégias de investimento.