Nesta entrevista no pregão da Bolsa de Valores de Nova York, Victor Hugo Rodriguez conversa com Daniel Faria, CEO da Zero Stack, sobre Bitcoin, geopolítica, fluxos institucionais e Dubai. A conversa começa com um toque pessoal, mencionando o aniversário de Daniel, antes de abordar os mercados. Daniel destaca que havia projetado anteriormente que o Bitcoin atingiria US$ 75.000 antes de cair para US$ 50.000 e, apesar da escalada no Oriente Médio envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, o Bitcoin se manteve resiliente. Seu argumento principal é que o Bitcoin está sendo cada vez mais visto não apenas como um ativo especulativo, mas como o ativo de risco mais líquido do mundo, que as instituições podem usar para preservar capital em tempos de incerteza.
A discussão então se volta para os fluxos de entrada em ETFs e a demanda por tesouraria corporativa. Daniel observa que a Strategy comprou 22.000 Bitcoins adicionais durante a semana de 9 a 15 de março, reforçando a ideia de que a convicção institucional permanece forte. Ele explica que a liquidez do Bitcoin e as expectativas de retorno a longo prazo continuam a atrair capital, mesmo em meio a manchetes sobre guerras. Em relação aos riscos, Daniel reconhece que a escalada é sempre o principal cenário negativo, mas argumenta que a gestão de portfólio é a resposta adequada: diversificação entre Bitcoin, ouro e outros ativos, em vez de pânico.
Eles também discutem Dubai, onde Daniel rejeita a ideia de que a cidade esteja "acabada", mesmo após a recente fragilidade do mercado imobiliário e as tensões regionais. Ele argumenta que a liderança de Dubai pensa em décadas, não em meses, e que a resiliência a longo prazo permanece intacta. Olhando para o futuro, Daniel afirma que o Bitcoin pode chegar a US$ 125.000 se o apoio institucional continuar, ao mesmo tempo que enfatiza que a volatilidade permanecerá parte da história dos ativos digitais.